'Temos que negociar até a exaustão, até o limite', diz Tarcísio sobre tarifaço dos EUA

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas Roberto Sungi/Governo Estado SP O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em agenda desta quarta-feira (22) que o Brasil deve insistir nas negociações para tentar reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Segundo ele, este é o único caminho possível e qualquer medida de reciprocidade apenas agravaria a situação. "O caminho é negociar. Não faz sentido nenhum aplicar a Lei de Reciprocidade, só agrava a situação, não ganhamos nada com isso. Essa investigação da Lei 301 já vem desde o ano passado, não é algo novo. O Brasil teve chance de negociar, podia ter negociado. Obviamente houve negociação, mas não obteve êxito. Temos uma gama de produtos que estão fora, isso prejudica a economia do Brasil, de São Paulo, o nosso agronegócio, o setor de macroequipamentos, perdemos competitividade em relação aos players globais", afirmou. "É importante que a negociação seja continuada. Acho que o Brasil tem que continuar negociando, é uma correta orientação do ministro das Relações Exteriores. A negociação por parte das empresas vai ser fundamental, cada empresa levanta seu argumento. A negociação é o caminho, temos que negociar até a exaustão, até o limite", disse. Questionado sobre quais medidas o governo paulista pode adotar para amenizar os efeitos do tarifaço, Tarcísio afirmou que pretende repetir ações adotadas no ano passado, como a liberação antecipada de crédito emergencial. Governo anuncia crédito de US$ 18,5 bilhões para socorrer setores atingidos pelo novo tarifaço "Na situação passada, no ano passado, fizemos liberação de crédito emergencial, fizemos a antecipação da liberação de crédito. A ideia é trabalhar na mesma linha, porque é um remédio que funcionou no ano passado, temos essa carta na mesa. Vamos acompanhar também o que vem sendo divulgado pelo governo federal, em termos de liberação de crédito. A gente tem que ver o que o governo federal vai fazer para adequar as medidas por aqui", afirmou. Ao falar sobre o papel do governo federal e do senador Flávio Bolsonaro nas negociações, o governador defendeu que o tema seja tratado sob a ótica comercial. "A gente tem que deixar de procurar narrativas para entender a coisa sob o prisma comercial. Os países estão tentando defender interesses, o americano, o dele, o Brasil, o dele também. Estamos numa disputa comercial, temos a geopolítica mandando em decisões econômicas. Temos que olhar setor por setor para ver nosso balanço, olhar nossas tarifas, as tarifas deles. Isso funcionou no caso da Embraer." LEIA TAMBÉM: Alckmin diz que Lei de Reprocidade 'está na mesa', mas que objetivo não é 'fazer guerra comercial, e sim resolver problema' Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados "Eles olharam e falaram: 'Importo mais turbina do que importo de aviões'. Isso sensibilizou, na época, os americanos, e houve a excepcionalização da Embraer, do suco, do café. Temos que apresentar argumentos caso a caso. Sabemos o que os americanos querem, temos que saber o que a gente quer também", complementou. Tarifaço Na semana passada, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor nesta quarta (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil não encontrou reciprocidade nos diálogos que teve com os Estados Unidos para tratar das tarifas. Também segundo o presidente, o país não vai deixar de tentar negociar com o governo norte-americano nem vai ficar "chorando" por produtos que o país deixará de vender aos EUA. "Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, ficamos 3 horas discutindo negociação [...] a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa", disse Lula. "Isso vai aumentar o nosso antagonismo aos EUA? Não, não vai, porque a gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não vão negociar, porque estamos lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e fazendo eles provarem que eles tinham alguma razão em taxar o Brasil", completou o presidente. Lula sobre tarifaço: "Vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas" O presidente afirmou ainda que "não tem veto de negociação". "E vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, tweet, que mandem, nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores". A fala ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar e anunciar medidas de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O governo anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também àquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio. O financiamento será destinado às empresas que: são afetadas por tarifas comerciais dos EUA, como setores de aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, entre outros; são de setores industriais estratégicos, por exemplo: fertilizantes, farmacêutico, têxtil, minerais críticos, entre outros; setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas. O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões, o "Brasil Soberano 2", em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma medida provisória (MP) de março de 2026. Outras medidas continuam em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados, como adiantou o blog da Ana Flor. O anúncio ocorre um dia após o governo federal iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo "tarifaço" dos Estados Unidos.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/22/temos-que-negociar-ate-a-exaustao-ate-o-limite-diz-tarcisio-sobre-tarifaco-dos-eua.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes