MPRR denuncia grupo por enganar consumidores com falsos financiamentos e consórcios
09/02/2026
(Foto: Reprodução) MPRR denuncia grupo por induzir consumidores a erro em falsos financiamentos e consórcios
Divulgação/MPRR
Um grupo de 13 pessoas foi denunciado pelo Ministério Público (MP) de Roraima por aplicar golpes em consumidores com oferta de falsos financiamentos de casas e carros, além de consórcios com promessa de contemplação imediata. A informação foi divulgada pelo órgão nesta segunda-feira (9).
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De acordo com a investigação, as fraudes ocorreram entre 2022 e 2024 e causaram prejuízos financeiros significativos às vítimas. Os suspeitos atuavam de forma organizada e usavam empresas do ramo financeiro para atrair consumidores, principalmente por meio de anúncios nas redes sociais.
As propagandas prometiam facilidade na compra de casas e veículos, mas, na prática, os clientes acabavam aderindo a cotas de consórcio — sem garantia de liberação rápida do crédito, como havia sido anunciado.
Após o pagamento de valores de entrada, os consumidores não recebiam o dinheiro prometido. Quando tentavam cancelar o contrato ou obter esclarecimentos, eram informados de que a devolução só ocorreria ao fim do consórcio, o que, segundo o MP, resultou em prejuízos financeiros expressivos.
Entre os casos citados na denúncia está o de uma consumidora que buscava comprar a casa própria. Ela foi atraída por um anúncio no Facebook e, ao ir à empresa, pagou mais de R$ 21 mil de entrada, acreditando que receberia rapidamente uma carta de crédito de R$ 150 mil. O valor nunca foi liberado, e a vítima perdeu integralmente o dinheiro investido.
Outro caso envolve uma mulher interessada na compra de um veículo. Conforme a apuração, ela acreditava que teria acesso a um crédito de R$ 50 mil em poucos dias, após pagar R$ 15 mil de entrada. Somente depois de assinar o contrato, descobriu que se tratava de um consórcio, com regras diferentes das que haviam sido apresentadas. Mesmo solicitando o cancelamento, os valores não foram devolvidos.
Para o MP, os investigados usavam contratos complexos e estruturas empresariais para dificultar o entendimento dos consumidores sobre o serviço contratado, caracterizando a indução do consumidor a erro.
Os denunciados respondem pelos crimes de associação criminosa e indução do consumidor a erro. Além da condenação criminal, o MP pede que a Justiça fixe em R$ 1,5 milhão o valor para reparação dos danos morais coletivos causados à sociedade.
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