Cão da PM que ajudou a apreender mais de 3 toneladas de drogas recebe homenagem após morrer no TO
26/08/2026
(Foto: Reprodução) Animal recebeu uma última continência e foi sepultado no canil onde trabalhou
Reprodução/Força Tática Cães
O cão policial K9 Raio, da raça pitbull, recebeu uma última homenagem de policiais militares após morrer por complicações de saúde em Gurupi, no sul do Tocantins. Durante os anos em que atuou no Canil da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o animal trabalhou na apreensão de drogas e armas, buscas em áreas de mata e captura de suspeitos.
Segundo o policial militar Bruno Xavier, Raio ajudou a apreender mais de 3 mil quilos de drogas durante o período em que esteve em atividade.
Após ser aposentado, o cão foi adotado pelo policial rodoviário federal João Eudes Duarte Neves, com quem viveu os últimos cinco anos. O animal estava debilitado e morreu nesta segunda-feira (24) devido a complicações de problemas de saúde preexistentes.
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“Após o tutor nos comunicar que ele estava muito debilitado, decidimos que deveríamos prestar essa última homenagem ao cão que muito nos auxiliou e prestou grandes serviços à comunidade tocantinense e brasileira”, contou Bruno Xavier.
Após a morte, os policiais prestaram uma última continência ao animal. O cão foi sepultado em um local reservado no Canil da Força Tática do 4º BPM, onde deve ser construído um memorial em homenagem à trajetória dele.
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Recordista de apreensões
Raio era considerado um cão de tripla aptidão. Atuava com faro de drogas e armas, busca e captura de pessoas em áreas de mata e também participava de ações sociais com crianças e idosos.
O animal participou de operações com diferentes forças de segurança, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal e a Polícia Civil.
João Eudes contou que conheceu Raio durante operações realizadas em parceria entre a PRF e a PM. Segundo ele, a convivência durante o trabalho criou uma forte relação entre os dois.
"Naturalmente, a afinidade acabou fluindo entre esse cachorro e eu. Mesmo eu não sendo operador dele e nem policial militar, como a gente sempre estava junto, tivemos muitas ocorrências positivas", contou.
O policial rodoviário disse que decidiu adotar Raio quando a PM definiu que era hora de aposentá-lo. "Quando a Polícia Militar resolveu que tinha chegado o momento dele se aposentar, eu tive a oportunidade de adotá-lo. Ele então foi morar comigo nos últimos cinco anos", afirmou.
Pitbull atuou no Canil da Força Tática do 4º BPM, em Gurupi
Polícia Militar/Divulgação
Vida longe do trabalho
Segundo o tutor, Raio viveu os últimos anos como um cão de casa e convivia com os filhos da família. "Um cão extremamente dócil, que gostava muito de brincar com as crianças lá de casa", lembrou João Eudes.
O policial contou que Raio enfrentava problemas de saúde quando foi adotado e passou por tratamentos durante a aposentadoria. Com o agravamento do quadro, o animal deixou de se alimentar e sentia dores.
“Eu senti muito e ainda sinto. Está tudo muito recente e a dor da despedida é extremamente dolorosa. O que eu tento me confortar é com o sentimento de que ele descansou, porque estava sofrendo e sentindo dor”, disse o tutor.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.